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5/22/2009

Exportações em S. Bernardo caem 76,8% no trimestre


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GEORGE GARCIA

Acidade de São Bernardo que no primeiro trimestre do ano passado foi a terceira cidade do país em exportação, perdendo apenas para São Paulo e São José dos Campos, atingindo quase um US$ 1 bilhão em produtos enviados ao exterior, agora caiu para a 9ª posição, com apenas US$ 231 milhões em produtos enviados ao exterior nos primeiros três meses desse ano. Os dados foram divulgados na última terça-feira durante o segundo encontro de Comércio Exterior do Grande ABC, promovido pelo ABCex - Fomento ao Comércio Exterior da região
Pelo mapeamento, percebe-se claramente a queda tanto das exportações (de 41,6%) como das importações da região, devido à crise econômica internacional. Porém, quando analisado o período de Janeiro a Março desse ano, ficam claros os sinais de recuperação das compras e vendas ao exterior, mesmo que com certa instabilidade. Após o discurso de Cestari, a Câmara do Mercosul apresentou seus serviços e colocou-se à disposição dos empresários para sanar dúvidas e prestar atendimento.
Rubens Garcia Alonso, especialista em exportação da Pirelli, e Claudia Bock, Professora do curso de Comércio Exterior da Universidade Metodista de São Paulo, subiram à mesa e responderam às perguntas dos presentes. A dificuldade em exportar no momento da crise, com os países no mundo todo tomando medidas protecionistas, dominou o debate.
Alonso considera essa dificuldade natural, principalmente para produtos industrializados. "Cenário de crise é um momento de estresse e a tendência de cada país é se fechar. E quanto maior o valor agregado do produto, mais difícil será colocá-lo para fora". O especialista afirma que é importante buscar apoio de instituições com know-how, como Câmaras de Comércio e Trades, e linhas de crédito que incentivem a exportação.
Mesmo apesar do índice, a cidade ainda é, das sete da região a que mais exporta, respondendo por 64% de tudo que o ABC vende para o exterior. Santo André fica em segundo com 13; São Caetano, Mauá e Diadema ficam empatados com 7%, Ribeirão Pires com 2% e Rio Grande da Serra com menos de 1% na pesquisa. No ranking nacional, Santo André fica em 61º lugar, Mauá em 91º, Diadema em 98º, São Caetano em 101º, Ribeirão Pires em 207º, e Rio Grande da Serra em 1122º. No comparativo com o mesmo período do ano passado, São Caetano também caiu 46 posições no ranking, e Mauá 13 posições. O secretário de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo, Jefferson José da Conceição, não concedeu entrevista ao Repórter, sua assessoria informou que ele falará sobre o assunto hoje. O ex-prefeito, William Dib (PSB) disse que a queda nas exportações não trazem um efeito direto nas finanças do município, já que os impostos que incidem são federais, porém a oscilação pode trazer desemprego. "O mais importante é a manutenção dos empregos, por enquanto o mercado interno está compensando, porém, o perigo para a cidade é que esse resultado negativo se perpetue somado a situação de um mercado interno que caia muito, aí virá o desemprego", comentou.